quiosquedasideias.com
Agosto 01, 2014, 14:51:51 *
Olá, Visitante. Por favor Entre ou Registe-se se ainda não for membro.

Entrar com nome de utilizador, password e duração da sessão
Notícias: Experimente a nossa nova funcionalidade... Shoutbox (Chat)!
 
   Início   Ajuda Pesquisa Entrar Registe-se  


Páginas: [1]   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Mudar a orquídea de vaso  (Lida 2194 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.
pmmi
Moderador
Grão-Mestre
*****

Artesão 103
Offline Offline

Mensagens: 1780


« em: Fevereiro 25, 2009, 22:01:11 »

A menos que saibamos como é que a orquídia que vamos adquirir foi envasada e que substrato possui, recomendo que se retire do vaso e se mude o substrato assim que for possível (logo após a floração) sem a deixar no vaso original onde foi comprada.
Muitas das orquídeas que compramos nas lojas ou hipermercados são importadas e sujeitas a transporte com duração de alguns dias a semanas, pelo que têm de ser preparadas para suportar um longo período sem água e sem sol pela estufa de distribuição. Quando as levamos para casa e regamos normalmente de 2 em 2 dias no verão de 3 em 3 ou 4 em 4 na primavera, que é uma prática recomendada na maioria das publicações, acabamos por matar a planta por excesso de água nas raizes porque há materiais no composto que retêm água durante uma ou mais semanas.

A causa maior de morte das orquídeas é sem dúvida o excesso de água nas raizes. A segunda razão é o frio. A pouca luz impede que a orquídea dê flores mas não é uma causa maior de morte da planta.

Outras razões para mudarmos a orquídea de vaso ou mudar o substrato onde ela cresce são o crescimento saudável da planta que a leva a "sair" do vaso onde já não cabe ou o envelhecimento do substrato.
O substrato mais utilizado é maioritariamnete de natureza orgânica, casca de pinheiro, fibra de coco, feto arbóreo, carvão vegetal, cortiça, etc. com alguns aditivos não orgânicos como perlite, vermiculite, pedras de lava, seixos, leca, etc. Com o tempo a matéria orgânica ir-se-á decompor ou seja reduzir-se-á a pó que se acumula na superfície dos materiais do composto, nas raizes e nas paredes do vaso. Este pó tem uma capacidade de retenção de água muito grande e se não for removido, acabamos também por matar a nossa orquídea.

Existem pois boas razões para mudar o substrato e o vaso das orquídeas periodicamente. A maioria das publicações recomenda que se mude o substrato de 2 em 2 anos, no máximo de 3 em 3. Eu recomendo que se mude todos os anos. Esta recomendação baseia-se no ditado "mais vale prevenir que remediar". A casca de pinheiro e os outros materiais não são caros, e a velocidade com o substrato se decompõe pincipalmente no nosso clima é maior do que parece. Por isso, pela primavera e início do verão depois das orquídeas darem as suas flores e inciarem o fase de novo crescimento devemos mudar o substrato e/ou o vaso onde elas vão viver até á proxima primavera ou verão, quando repetimos a operação.
Desta forma, temos a certeza que o substrato onde elas estão é poroso suficiente para as manter húmidas sem molhar em excesso e sabemos que tipo de material o constitui para melhor controlarmos as doses de rega e adubação.

Para mudarmos a orquídea necessitamos de preparar o nosso substrato e de possuir vasos adequados ao tamanho do sistema radicial como dito neste tópico em vasos e substratos.

Precisamos de uma área de trabalho limpa e que nos permita fazer algum "lixo" já que esta operação por mais cuidado que se tenha acaba sempre por deixar cair alguns pedaços de substrato velho ou novo sobre a área de trabalho. A utlização de um tabuleiro amplo evita o espalhamento do "lixo" e facilita a operação de limpeza.
O substrato que uso para as orquídeas não terrestres é 80% de casca de pinheiro e 20% de perlite. Tenho sempre preparado para esta operação um recipiente (um garrafão plático de água de 5 litros a que cortei a parte superior) com casca de pinheiro imersa em água durante vários dias e uma embalagem de perlite. Uso uma embalagem de iogurte lavada como doseador para preparar o composto, medindo 8 porções de casca de pinheiro e duas de perlite que deito num recipiente e misturo com as mãos até obetr uma mistura o mais homogêna possível. Esta preparação fornece a quantidade suficiente para um vaso de 10cm a 12 cm de diâmetro, para vasos maiores há que fazer mais composto. Como dito no tópico vasos e substratos, cada um pode adicionar outros materiais que retenham mais água ou menos, consuante o género e espécie de planta e os hábitos e condições particulares de cada um. Há que observar que materiais porosos ou fibrosos vão reter mais água que materiais menos porosos ou fibrosos.

Segurando a orquídea com uma mão no(s) caule(s) ou pseudobolbos logo abaixo das folhas, virando o vaso para uma posição horizontal e apertando ligeiramente as paredes do vaso, dando-lhe umas pequenas pancadas, normalmente solta o composto e as raizes do vaso, que vertemos para dentro do tabuleiro. Com cuidado para danificar o menos possível as raizes da planta, metemos os dedos dentro do "novelo" de raizes e a pouco e pouco vamos retirando os pedaços de casca de pinheiro que se encontram presos no emaranhado de raizes. Aproveitamos para verificar como elas estão e cortamos as que estão mortas, (secas ou fios com aparencia de arames) ou as que estão em vias disso (castanhas ou negras, esponjosas ao tacto e moles) e mantemos as saudáveis de cor branca ou cinzenta, com pontas verdes, firmes e carnudas (excepção para as paphiopedilum cujas raizes saudáveis são de cor castanha, mas tudo o resto se mantem).
Mergullhar o emaranhado de raizes e restos de substrato logo que se retira o vaso em água morna durante uns minutos, pode facilitar a operação, tornando as raizes mais maleáveis.

Este composto que se retirou deve ser deitado fora e não reutilizado.

Se a orquídea é já muito grande, podemos aproveitar para a dividir, tendo o cuidado de garantir que cada nova planta possui pelo menos 2 pseudobolbos velhos e 1 novo com tantas raizes quanto possível. Quanto maior o número de pseudobolbos maior o número de raizes e maior a probabilidade de exito da nova planta.
Esta operação de divisão só se aplica às orquídeas simpodiais ou seja que crescem por rizoma, não se aplicando às  que crescem sempre o mesmo caule como as phalaenopsis ou vandas.

O volume das raizes dá-nos a indicação do tamanho do vaso. O vaso correcto permite que as raizes caiam normalmente no seu interior sem as forçarmos, quando colocamos orquídea sobre o vaso. Os vasos devem estar bem limpos, lavados com detergente e enxaguados.
Uma vez que escolhemos o vaso certo e temos o composto feito no recipiente onde fizemos a mistura, há que colocar alguns pedaços de casca de pinheiro retirando os maiores da que está mergulhada que colocamos no fundo do vaso sobre os furos de drenagem e enche-lo com o composto que fizemos até à altura das raizes da planta. Se o vaso é grande, podemos amontoar em cone no centro mais composto, espalhando as raizes em volta deste cone, e enchendo com mais composto até acima. Se o vaso é pequeno (que é o normal), metemos um pouco de composto no interior da "bola" de raizes e com cuidado metemo-las no interor do vaso, enchendo progressivamente com mais composto, ajeitando a sua distribuição e batendo com o vaso na mesa para compactar ligeiramente o composto. Enchemos o que falta e compactamos com as pontas dos dedos com cuidado, até ficar 1/2 cm abaixo do bordo do vaso estando as raizes da planta devidamente aconchegadas e a orquídea firme dentro do vaso.

Agora lavamos o vaso as folhas e os pseudobolbos de resíduos de composto e deixamos escorrer durante uns minutos e está pronta a nossa mudança de vaso e/ou de composto.
É recomendado pela maioria das publicações que a planta dever ser reservada de luz muito intensa nas 24h a seguir a esta mudança, sendo depois colocada no seu lugar normal. Eu ponho no lugar normal e até hoje não tive qualquer problema.
Tambem costumo usar 2 ou 3 pedaços da casca de pinheiro velha, normalmente alguns pedaços que estão "colados" às raizes e que eu deixo ficar e misturo com o composto novo, com o objectivo de repor tão rápido quanto possível os agentes simbióticos benéficos à planta como alguns fungos e bactérias necessárias à boa saude da orquídea.

E é tudo, na próxima primavera há mais.
Registado
Páginas: [1]   Ir para o topo
  Imprimir  
 
Ir para:  

Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.11 | SMF © 2006-2009, Simple Machines LLC
SMF customization services by 2by2host.com
XHTML 1.0 válido! CSS válido!